A firma foi criada em 7 de Outubro de 1944. Foram seus fundadores Sebastião Mendes Bolas e sua mulher, Maria das Neves, que se estabeleceram na Rua Miguel Bombarda, nº 23, com um pequeno estabelecimento a que deram o nome de Havanesa (nessa altura a palavra foi assim grafada) Eborense. Destinava-se então à venda de tabacos nacionais e estrangeiros, lotaria, papelaria e artigos escolares. Em 1951, a firma cria uma filial na Praça do Giraldo com o intuito de se dedicar ao ramo da fotografia.
Photographia Lusitana, de João António Madeira, com estabelecimento na Rua do Tesouro Velho (hoje Rua António Maria Cardoso), n.º 27, em Lisboa. Nas mesmas instalações, em 1867, tinha funcionado a Photographia Lima & Madeira, da qual João António Madeira era sócio.
A atividade da LPPS teve início em 1924 pela mão dos seus fundadores – António Emídio Magalhães, Cândido Henrique Gil da Costa e Veiga Pires, três jovens médicos portuenses, preocupados em combater algumas das causas mais flagrantes dos problemas de saúde pública e de mal-estar social que marcavam a realidade portuguesa de então.
Patologias que atualmente tomamos como facilmente controláveis, ou até mesmo raras no panorama atual de saúde pública (como a sífilis, a tuberculose, o tétano, a lepra, entre outras) tinham, na altura, um impacto dramático na vida das famílias e da sociedade portuguesa. A par de alguns problemas sociais, como a prostituição infantil e a pobreza extrema, o cenário de débil saúde e mal-estar social da sociedade portuense impelia a ações de forte impacto nas causas dos problemas, tendo-se assim motivado o primeiro programa de educação para a saúde da LPPS.
Mais do que tratar as patologias e assistir as populações em situação de maior vulnerabilidade social, a aposta foi, já então, na capacitação dos públicos para a minimização de comportamentos de risco, prevenindo-se assim o desenvolvimento das doenças e das consequências dramáticas dos problemas sociais. Algumas campanhas de educação social foram particularmente relevantes, contando com um impacto notável na sociedade novecentista.
A Editorial Ática, Lda. foi fundada por Luís de Montalvor, pseudónimo de Luís Filipe de Saldanha da Gama da Silva Ramos, em 1933, com sede numa pequena loja na rua das Chagas, em Lisboa, e que a partir dos anos 40 adotou a firma de "Ática, S.A.R.L., Casa Editora".
«Fundado em 1958 pela professora Virgínia Rau, o Centro de História da Universidade de Lisboa (CH-ULisboa) é uma das mais antigas unidades de investigação existentes em Portugal dedicada exclusivamente às ciências históricas. Instalado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o Centro conheceu várias transformações ao longo das suas seis décadas de existência.
Assim, os domínios científicos da Arqueologia e da História da Arte autonomizaram-se do CH-ULisboa, respetivamente, em 1994 e em 2007, convertendo-se em centros de investigação independentes no interior da Área de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Mais recentemente, em 2015, o Centro passou a incorporar o antigo Centro de História do extinto Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT), bem como os seus investigadores, permitindo assim um desenvolvimento mais aprofundado de vários domínios de investigação existentes no CH-ULisboa.
Entre 2015 e 2017, o CH-ULisboa foi alvo de um programa de reestruturação apoiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia».
O Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, também conhecido por Museu de Évora, situa-se no Largo Conde de Vila Flor, em pleno centro histórico da cidade de Évora.
Em 1914 foi autorizada a criação do Museu de Évora e no ano seguinte o mesmo foi oficializado com o nome de Museu Regional de Évora.
Abriu ao público no ano de 1921, no edifício do Palácio Amaral, do qual transitou para o atual edifício, ocupado na sua totalidade no ano de 1929.
As primeiras quatro salas são inauguradas dois anos depois e, em 1936, nele é incorporado o Museu Arqueológico, que se encontrava anteriormente no rés-do-chão da Biblioteca Pública de Évora. Tem como anexo, desde o ano de 1917, a Igreja de Nossa Senhora das Mercês, edifício do século XVII que pertenceu ao antigo Convento dos Religiosos Agostinhos.
A importância e a diversidade da Coleção do Museu e o seu percurso histórico, cuja origem remonta a Frei Manuel do Cenáculo e à fundação de um pequeno museu anexo à Biblioteca Publica de Évora em 1805, transformam o Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo numa instituição incontornável para se conhecer e compreender a história e as manifestações artísticas e culturais de Évora, da região e do todo nacional.
António Pedro Passaporte era natural de Évora. Aqui permaneceu até 1911, altura da partida com seu pai para África, onde se terá iniciado na arte da fotografia.
Apaixonado pelo teatro, quando regressa a Portugal participa em várias peças e mais tarde, em 1923, em filmes produzidos para cinema. Nesse mesmo ano parte para Madrid, onde inicia a sua carreira de fotógrafo. Como vendedor de papeis fotográficos viaja por toda a Espanha e Argentina, registando paisagens e monumentos que vêm a ser adquiridos pelo Ministério da Cultura e Turismo Espanhol para propaganda turística. Face ao sucesso obtido edita postais, assinando como Loty, nome pelo que ficaria conhecido.
Durante a Guerra Civil de Espanha ingressa nas Brigadas Internacionais como repórter fotográfico. Terminada a guerra, regressa a Portugal e inicia a sua actividade de fotógrafo com trabalhos de publicidade e arquitectura, retratos de artistas, etc. Em 1940 inicia a produção de postais ilustrados a preto e branco, destacando-se a edição dedicada à Exposição do Mundo Português. Retira-se da fotografia em 1965, dedicando-se, a partir daí, a escrever as suas memórias e a investigar a história da sua família.
José Pedro Braga Passaporte fez o liceu em Évora e foi depois para Lisboa, estudar nas Belas Artes. Desde muito cedo manifesta a sua paixão pela fotografia fazendo, com regularidade, clichés de aspectos da cidade, bem como retratos de familiares e amigos. Em 1903 foi-lhe concedido o diploma de Photographo da Casa Real, passando a receber encomendas para fotografar a família real nas suas deslocações ao Alentejo. A partir desta data, deixa de ser considerado amador, remodelando o seu estúdio com as melhores máquinas e equipamentos e abrindo uma Galeria Photographica (Rua do Paço, nº 107).
Em 1911 parte para Lisboa e depois para África, empregando-se, primeiro, num atelier de Benguela e depois em Moçamedes. Da sua estadia destaca-se o conjunto de fotografias com temas etnográficos africanos.
Regressa a Évora em 1917, reabrindo o seu atelier – Photographia Paris – na Rua Serpa Pinto, nº21, 2º, aqui permanecendo por pouco tempo. Junta-se a seu filho em Madrid, onde vem a falecer.