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Photographia Bastos
Person · Actividade nos finais do século XIX, inícios do século XX

Fotógrafo sucessor de Eduardo Novaes, com estúdio na Calçada do Duque, 19-25, em Lisboa.

E. Ferrarese & C.
Person · Actividade nos finais do século XIX, inícios do século XX
Tojo, Carlos
CTJ · Person · 1945 - 2004

Aos 12 anos de idade foi trabalhar para a loja “Freitas” em Évora para aprender a arte de fotografar e onde ficou até ir realizar serviço militar. Alistou-se a 21/06/1965, é incorporado a 11/07/1967 e termina o serviço militar em 15/08/1970. Após terminar o serviço militar, voltou novamente a trabalhar na loja “Freitas” sempre ligado à fotografia a sua nova paixão, realizando aos fins de semana casamentos, batizados e reportagens diversas.
Em 1978 tomou a decisão de criar o seu próprio negócio e no dia 28 do mês de Março, abriu o seu estabelecimento comercial próprio, onde montou o seu laboratório para a realização de fotografias a cores. Eram momentos decisivos da sua afirmação e competência para o ramo, para tal muito contribuiu o prémio nacional de a Noiva do Ano em Abril de 1978 atribuído pela Kodak Portuguesa.
Carlos Tojo acompanhou os momentos altos da cidade de Évora, nomeadamente, inauguração da fábrica da Siemens, Universidade de Évora, Cortejos de Carnaval, Eventos Desporto com o Ciclismo e as modalidades dos Clubes, contando com um espólio superior a 10000 mil fotografias próprias.
A loja “Carlos Tojo” situava-se na Rua de Machede 3, contando com 38 anos de funcionamento.

Fotografia Universal
Corporate body · Século XX

Estúdio na Rua de Cedofeita, nº98, Porto

Fillon, Alfred
Person · 1825-1881 (vida)

Republicano Francês, durante a vigência de Napoleão III, Alfred Fillon (1825-1881) refugia-se em Lisboa, onde chega em 1851, recomendado a António Feliciano de Castilho pelo seu amigo Victor Hugo, que também praticava fotografia.
Em 1857 abre o primeiro estabelecimento no Porto.
Em 1859 já se encontra em Lisboa com estúdio na Rua das Chagas 9 a 13.
Neste mesmo ano viaja pela Europa para aprofundar os seus conhecimentos sobre fotografia, é quando contrata Joseph Plessix para trabalhar consigo, operador da firma Mayall de Londres (destacado retratista).
Em 1865 participa na Exposição Internacional do Porto e em 1868 volta para Paris, trespassando o seu estúdio a Henrique Nunes. Em 1874 regressa definitivamente para Lisboa e compra o estúdio ao seu antigo colaborador, J. Plessix, situado na Rua Nova dos Mártires 46; posteriormente muda-se para a Rua Serpa Pinto 79 a 87, onde fica até 1881, quando morre. Este estúdio passa a partir de então a contar com a direcção de Augusto Bobone, quem nele mantém actividade até 1910.

Nogueira, M. A. da Silva
Person · 1893 - 1910 (?)

Trabalha com o irmão, Joaquim António da Silva Nogueira.
Ateliers na Travessa dos Sete Cantos, em Santarém e no Largo da Conceição, n.º 6, em Faro
Em Maio de 1899 visita profissionalmente Évora e instala-se na Rua dos Infantes nº66A

Vieira, A.
Person · 1925

Estúdio fotográfico em Elvas

Pina, Henrique Leonor
Person · 1930-2018

Henrique Leonor Pina nasceu em Almeirim, em 1 de fevereiro de 1930, filho de Álvaro Júlio Pina e de Maria Leonor.
Passou parte da infância na sua terra natal, onde fez a escola primária, entre 1936 e 1940. Quando terminou a sua instrução primária, os pais buscaram outras terras, com melhores horizontes, no caso Montemor-o-Novo e, mais tarde, Évora, onde o mesmo continuou a escola secundária, até 1947, mais concretamente no Liceu Nacional André de Gouveia. Terminado o liceu, Leonor Pina fez o Magistério Primário, em Évora, entre 1948 e 1950.
Em 1952, casou com a eborense e colega Rosália da Conceição Moura, em Évora e tiveram uma filha, Maria João de Moura Pina.
Com pouco mais de 20 anos de idade regressou a Almeirim como professor do ensino primário, em exercício de 1950 até 1963 e com licença ilimitada até 1981, o que não invalidou a sua vontade de prosseguir os estudos no ensino universitário que concretizou como trabalhador estudante, licenciando-se em Histórico-Filosóficas pela Universidade Clássica de Lisboa, onde defendeu tese em Psicopedagogia, em 1960.
Foi professor do ensino técnico, entre 1960 e 1963 e sócio fundador da Sociedade Portuguesa de Psicologia. Em 1963 deixou o seu lugar de professor para passar a desempenhar um lugar de psicotécnico numa empresa privada.
Foi também arqueólogo, entre 1959 e 1970, estudando a cultura megalítica em Portugal, sobretudo na região Alentejo (distrito de Évora). Na verdade, foi Henrique Leonor Pina que, nos meados dos anos 60 do séc. XX, descobriu, estudou e levou a cabo as escavações arqueológicas realizadas na Anta Grande do Zambujeiro, um dos maiores monumentos funerários da Península Ibérica, classificada monumento nacional em 2015; estudou, identificou e notificou o conjunto megalítico dos Almendres, considerado o maior conjunto de menires da Península Ibérica e classificado monumento nacional, em 2015; identificou o Cromeleque da Portela de Mogos, classificado Imóvel de Interesse Público, em 1997, entre outros.
Estes trabalhos arqueológicos foram realizados com a colaboração da sua esposa, Rosália da Conceição Moura, nomeadamente o trabalho de campo (escavações e pesquisas), na Herdade do Álamo e fazia as campanhas arqueológicas por conta própria com o suporte da Junta Distrital, que assumia o pagamento das jornas de homens e mulheres que integraram o seu grupo de trabalho.
Foi também bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian - Serviço de Belas Artes. A atribuição desta bolsa iria permitir levar a cabo o estudo de alguns aspetos da cultura dolménica alentejana, especialmente no distrito de Évora, começando pelos monumentos dos arredores da cidade eborense e do concelho de Reguengos de Monsaraz.
A partir da década de 70 não fez mais trabalhos de campo. A escavação arqueológica da Anta Grande do Zambujeiro foi o seu último trabalho no terreno, mas não se desligou, nem tão pouco se esqueceu da arqueologia, pois levou a cabo visitas de estudo aos megálitos de Évora, fez comunicações em congressos, encontros, etc., e entregou o espólio proveniente da Anta Grande do Zambujeiro (Valverde), o qual foi depositado no Museu de Évora.
Em 1981, voltou a lecionar, no ensino secundário e fez a profissionalização em exercício de funções, entre 1982 e 1984. Desde 1988, e provavelmente até à sua aposentação, lecionou a disciplina História, na escola Secundária Machado de Castro em Lisboa, onde coordenou o projeto Minerva.
Aos 75 anos de idade escreveu Os Papéis de S. Roque, obra editada em 2005, e aos 84 anos surpreendeu com a sua faceta de artista plástico, quando apresentou uma exposição de pintura, intitulada Nunca é tarde, em 2014, na Galeria Municipal de Almeirim.
Henrique Leonor Pina faleceu em Santarém, a 20 de maio de 2018, aos 88 anos de idade.