Estúdio fotográfico propriedade de dois fotógrafos residentes em Évora, Pereira & Prostes, situado na Rua de Soeiro Mendes, em Évora
A empresa Emílio Biel & C.ª foi criada por Carl Emil Biel, que nasceu em Annberg, Saxónia, em 1838 e faleceu no Porto em 1915.
Comerciante e industrial. Em 1857 estabelece-se em Lisboa, como empregado da casa Henrique Schalk, mas em 1860, vai para o Porto, como representante dessa firma de Lisboa. Em 1864 estabelece-se por conta própria, como negociante, fundando uma fábrica de botões; estabeleceu-se como representante de diversas empresas alemãs e integrou várias associações de comerciantes da cidade, tais como a Associação Comercial do Porto e o Centro Comercial do Porto.
Iniciou-se na fotografia na década de 70 e em 1873/4 adquiriu a casa "Fotografia Fritz", estúdio fotográfico na Rua do Almada, nº 122, Porto, que veio a dar origem ao seu segundo estabelecimento a “E. Biel & C.ª” (1890), no Palácio do Bolhão, no nº 342 da Rua Formosa.
Em 1877 integrou a comissão encarregada de preparar a participação da cidade do Porto na Exposição Universal de Paris de 1878.
Devido às estreitas relações que mantinha com o rei D. Fernando de Saxe Coburgo, torna-se o “Photographo da Casa Real".
A par do trabalho de estúdio (retratista), a Casa Biel iniciou a atividade de edição fotográfica recorrendo à fototipia, processo fotomecânico, que Biel apreendeu com Carlos Relvas, seu introdutor em Portugal.
Da sociedade, desde 1900, com o fotógrafo Cunha Morais, como responsável pelas secções de publicações e fotografia, começa a publicação, em gravuras, na revista "O Ocidente" daquilo que virá a ser "A Arte e a Natureza em Portugal". Por incentivo de Joaquim de Vasconcelos, entre 1902 e 1908, é publicada em 8 volumes, a obra propriamente dita "A Arte e a Natureza em Portugal", dirigida pelo seu sócio e fotógrafo Fernando Brutt e por Cunha Morais.
Participou nas Exposições Universais e foi-lhe atribuída Medalha de Ouro no Rio de Janeiro e de prata em Viena.
Mário da Gama Freixo nasceu em 23 de Maio de 1894, em Lisboa, sendo descendente de figuras ligadas às elites eborenses da época. Seu pai, Jerónimo da Gama Freixo, era um abastado proprietário, político (foi vereador da Câmara de Évora e administrador dos concelhos de Borba, Évora e Vila Viçosa), jornalista e dramaturgo, e seu avô, Dr. José Francisco da Gama Freixo, para além de proprietário, foi também médico da Misericórdia e edil da Câmara Municipal de Évora.
Eduardo Nogueira (1898-1969) era natural do Fundão. Veio para Évora em 1928, instalando-se na Rua de Avis, 34, local onde estivera a Fotografia Lisbonense de Ricardo Santos. Anteriormente, Eduardo Nogueira trabalhara na Foto-Estefânia, em Lisboa, estabelecimento onde se iniciara, em miúdo, na arte fotográfica. Para além da sua actividade comercial, participou em diversas exposições nacionais e internacionais, tendo obtido diversos prémios e distinções.
Fotógrafo amador que centrava a sua atenção no património monumental eborense.
Fotógrafo com atelier na Rua Ancha nº66, 2º, em Évora.
Estúdio fotográfico situado no Largo da Abegoaria nº4, em Lisboa